Se não for divertido não é sustentável…

Normalmente minhas postagens aqui no Blog são focadas na apresentação de informações, descobertas, referências. Contudo, a essência de uma cultura permanente está na ética e em princípios envolvendo amor e cuidado para com todas as formas de vida.

Assim, essa postagem terá um caráter mais pessoal, tratando das emoções e alegrias de ser uma permacultora.

Normalmente os sítios e espaços de grupos que trabalham com propostas de sustentabilidade são locais muito bonitos de natureza exuberante e construídos utilizando diversas técnicas da permacultura.

Mas a verdadeira beleza desses espaços não pode ser percebida pelos olhos e sim com o coração.

Yvyporã é um desses lugares…

(mais…)

Abril 17, 2011 at 5:46 pm 1 comentário

Redes de comércio justo e solidário

Uma das questões centrais para a estruturação de uma Cultura Permanente é a economia.  Precisamos urgentemente rever nossas opções, pois a forma como a economia capitalista está estruturada proporciona o acúmulo de capital por parte de um número extremamente restrito de pessoas e a miséria e o endividamento da maioria.

As consequências desse sistema econômico injusto podem ser percebidas por todos, em qualquer região do planeta:
– As pessoas se submetem a situações subhumanas de trabalho.
– A busca por sobrevivência e aumento da renda provoca exploração irresponsável e desenfreada dos recursos naturais,  poluição e todos os tipos de crimes ambientais.

A mudança desse cenário degradante para uma sociedade digna e sustentável depende das atitudes de cada um de nós! Precisamos enfraquecer a economia predatória e nutrir a economia solidária. Para isso é essencial  assumir o CONSUMO CONSCIENTE e optar por produtos e serviços da economia solidária.

Além de lojas e feiras locais, atualmente surgem diversas iniciativas de  lojas online dedicadas ao fomento do comércio justo e solidário.

O site e-Solidaria (http://www.e-solidaria.netvisa facilitar a comercialização de produtos da Economia Solidária. Qualquer empreendimento pode expor seus produtos online sem qualquer custo. O único requisito é ser cadastrado no SIES – Sistema Nacional de Informações em Economia Solidária do Ministério do Trabalho e Emprego/SENAES do Governo Federal: http://www.mte.gov.br/ecosolidaria/sies.asp

Cabe esclarecer que podem obter essa formalização organizações:
* Coletivas e suprafamiliares (associações, cooperativas, empresas autogestionárias, grupos de produção, clubes de trocas etc.), cujos participantes são trabalhadores dos meios urbano e rural que exercem a autogestão das atividades e da alocação dos seus resultados.
* Permanentes (não são práticas eventuais). Além dos empreendimentos que já se encontram implantados, em operação, devem-se incluir aqueles em processo de implantação quando o grupo de participantes já estiver constituído definido sua atividade econômica.
* Que podem dispor ou não de registro legal, prevalecendo a existência real ou a vida regular da organização.
* Que realizam atividades econômicas de produção de bens, de prestação de serviços, de fundos de crédito (cooperativas de crédito e os fundos rotativos populares), de comercialização (compra, venda e troca de insumos, produtos e serviços) e de consumo solidário. As atividades econômicas devem ser permanentes ou principais, ou seja, a razão de ser da organização.
* São singulares ou complexas. Ou seja, deverão ser consideradas as organizações de diferentes graus ou níveis, desde que cumpridas as características acima identificadas. As organizações econômicas complexas são as centrais de associação ou de cooperativas, complexos cooperativos, redes de empreendimentos e similares.

Aproveito para divulgar uma iniciativa na cidade de Florianópolis, a Rede Viva da Ilha (http://www.redevivadailha.com/), que busca promover bens, saberes e serviços que estejam vinculados com os princípios da sustentabilidade e promoção de qualidade de vida a todos os seres do planeta.

Março 31, 2011 at 8:14 pm 1 comentário

Permacultura global: Vamos colocar o Brasil no mapa!

O Permaculture Research Institute, da Austrália, desenvolveu um ambiente para acompanhar o desenvolvimento da permacultura de forma global. Estruturado nos moldes de uma Rede Social, o sistema possibilita inscrição, criação de perfil, cadastro de projetos pessoais, publicação de novidades, registro de contatos etc.

Outra funcionalidade muito interessante se refere ao cadastro de cursos na área de permacultura. O sistema faz o cruzamento de dados para validar a informação dos cursos citados no Perfil. Por exemplo: eu cadastrei o PDC que fiz com o professor Jorge Timmermann. Automaticamente o sistema enviou mensagem para o Jorge pedindo para confirmar a veracidade dessa informação. O Jorge confirmou que fiz curso com ele e então meu certificado foi marcado como válido (sinalizado em verde).

Um dos recursos mais interessantes é o mapeamento de permacultores com vários filtros de busca possíveis, incluindo tipo de clima de atuação.

 

O sistema realmente poderá se tornar uma grande ferramenta para facilitar ótimos contatos, parcerias e fomentar a permacultura. Mas, obviamente, o sucesso dependerá de cada um nós. Portanto, cadastra-se! Ponha o Brasil na rede!

 http://permacultureglobal.com/

 Dica: Caso você não tenha fluência na língua inglesa, pode utilizar o tradutor http://translate.google.com.br/# .

Março 27, 2011 at 10:53 pm Deixe um comentário

Leituras inspiradoras…

Para este período de verão seguem algumas sugestões de leituras inspiradoras.

Dica 1:

Jornal asboasnovas.com

Para quem quiser conhecer um jornal diferente, sugiro asboasnovas.com, um jornal dedicado a boas notícias.  Matérias de qualidade abordando temas sobre Brasil, economia, gente boa, mundo, bioesfera entre outras e um design gráfico bastante inovador.

Dica 2:

Livro “A ERA DA EMPATIA – Lições da natureza para uma sociedade mais gentil” de Frans de Waal.  No site da editora (Compania das letras) está disponível, além de um breve resumo,  um trecho do livro pode ser lido para se ter uma idéia do conteúdo antes de comprar.

Bem, obviamente há inúmeros livros inspiradores,  que eu poderia recomendar.  Apenas sugiro esse porque foi o que mais me chamou a atenção recentemente.

Dica 3:

Se você não se importa em ler diretamente na tela do computador, pode também procurar outras opções  do seu interesse no Google Books

Boas leituras!



Fevereiro 12, 2011 at 9:55 pm Deixe um comentário

Os números de 2010: síntese enviada pela ferramenta WordPress

Os duendes das estatísticas do WordPress.com analisaram o desempenho deste blog em 2010 e apresentam-lhe aqui um resumo de alto nível da saúde do seu blog:

Healthy blog!

O Blog-Health-o-Meter™ indica: Uau.

Números apetitosos

Um navio de carga médio pode transportar cerca de 4.500 contentores. Este blog foi visitado 18,000 vezes em 2010. Se cada visita fosse um contentor, o seu blog enchia cerca de 4 navios.

In 2010, there were 18 new posts, growing the total archive of this blog to 55 posts. Fez upload de 67 imagens, ocupando um total de 8mb. Isso equivale a cerca de uma imagem por semana.

De onde vieram?

Os sites que mais tráfego lhe enviaram em 2010 foram sitiocurupira.wordpress.com, yvypora.wordpress.com, google.com.br, search.conduit.com e bambuessencial.wordpress.com

Alguns visitantes vieram dos motores de busca, sobretudo por permacultura, consumismo, minhocario domestico, construções ecológicas e minhocario caseiro.

 

Desejo um feliz 2010 a todos os leitores e que seja um ano de ainda mais informações, partilhas, interação sobre educação e sustentabilidade!

Janeiro 8, 2011 at 12:55 am Deixe um comentário

Tinta ecológica

Estamos na fase de acabamentos após reforma da casa principal na Estação de Permacultura Yvyporã.  Assim,  vou relatar nossa experiência com a produção de tinta ecológica para a pintura do interior da casa.

Mas, antes de abordar especificamente a receita que fizemos, gostaria de esclarecer a importância do uso de tintas ecológicas.

A maior parte das tintas convencionais disponíveis no mercado são produzidas à base de derivados de petróleo, como aguarrás e tíner e liberam hidrocarbonetos aromáticos, que agridem a camada de ozônio e prejudicam a saúde de quem as manipula e o ambiente onde são aplicadas.

Em um nível de menor toxicidade estão as tintas à base de água. Porém, cabe esclarecer que mesmo tendo um solvente ecológico (base água) podem ser encontradas outras substâncias químicas voláteis tóxicas como benzeno, tolueno, xileno, etanol, metanol, octano, decano, undecano, éteres de glicol, policlorobifenil, dibutil fltalato, octoato de chumbo, dentre outros.

Tinta ecológica SolumPortanto, para serem consideradas ecológicas as tinta precisam ser Free Voc (Free Volatile Organic Compounds), sigla usada no exterior para pinturas sintéticas livres de compostos orgânicos voláteis (COVs), que são um dos principais problemas das tintas à base de derivados de petróleo. E ter um mínimo ou preferencialmente nada de compostos voláteis.
Foto: Tintas Solum (www.tintasolum.com.br

Na foto em destaque produtos da empresa Solum. Segundo informações do fabricante o revestimento Solum é um acabamento base água, sustentável e ecológico, desenvolvido com pigmentos de terra para aplicação em substratos diversos, dispensando a massa corrida. Apresentada como REVESTIMENTO FINO, REVESTIMENTO e RESTAURO, pronto para o uso, aplicável em áreas internas e externas possibilitando vários tipos de acabamento.

Segundo informações da IDHEA (Instituto para o Desenvolvimento da Habitação Ecológica), que pesquisa e comercializa produtos diversos para contrução, as tintas ecológicas podem ser de três tipos: minerais, vegetais e com insumos animais (como a caseína, que é um ligante extraído do leite da vaca). Para ser classificada como ecológica, a tinta deve ter seu ciclo de vida avaliado, incluindo dispêndio energético, uso, consumo de água, efluentes gerados, embalagens, descarte e reciclagem de materiais e insumos. A quantidade de solventes e produtos de limpeza que se gastam dentro da fábrica para limpar os próprios recipientes em que se produzem as tintas é levado em conta para se certificar uma tinta como ecológica. E, a rigor, hoje se sabe que só existe um solvente de tipo ecológico: a água.

Como exemplo de tinta ecológica ao alcance de todos eles sugerem a pintura a cal. Ela é praticamente natural, pois só teve a ação do fogo modificando a rocha original (carbonato de cálcio que, após ser queimado à temperatura de 1.200º C, torna-se óxido de cálcio. Depois, pela ação da água, transforma-se em hidróxido de cálcio e gradativamente volta à condição original da rocha). A cal é uma das mais antigas pinturas conhecidas na humanidade. É naturalmente fungicida, sem algicidas ou insumos tóxicos biocidas, e permite a difusão do vapor d’água (ou ‘respiração’) da parede. Ocorre que, por ser originariamente barata e de fácil aplicação, ela teve sua imagem literalmente destruída pelo mercado ávido em impingir produtos de tecnologia mais cara. Realmente, ela tem seus problemas –baixa viscosidade, portanto, escorre e respinga durante a aplicação, apresenta aspecto de “manchado” em dias de chuva, etc. Mas isso pode ser facilmente corrigido tanto em processos artesanais como industriais, sem anular a qualidade ambiental do produto. Fonte: http://www.idhea.com.br/pdf/tintas.pdf

 

Ok? Compreendida a importância do uso de tintas ecológicas? Então vamos adiante…

(mais…)

Outubro 26, 2010 at 10:37 pm 9 comentários

PDC – Curso de Design em Permacultura

Os princípios do que considero uma “vida sustentável” se estruturam na Permacultura.  Portanto, para deixar mais claro esse referencial, criei recentemente uma nova página aqui no blog, explicando o que é e como surgiu a PERMACULTURA.

Para aqueles que se interessarem em conhecer ainda mais, sugiro a realização de um PDC – o curso idealizado por Bill Mollinson e realizado em todo o mundo.  No Brasil, esse curso é ministrado em vários locais. No site da Rede Permear são divulgadas notícias e detalhes acerca desses eventos: http://www.permear.org.br/

Aproveito para destacar que neste mês teremos a realização de um PDC, aqui em Santa Catarina, em uma propriedade permacultural muito interessante.

Setembro 30, 2010 at 10:29 pm Deixe um comentário

Artigos Mais Antigos Artigos mais recentes


Arquivos