Redes de comércio justo e solidário

Março 31, 2011 at 8:14 pm 1 comentário

Uma das questões centrais para a estruturação de uma Cultura Permanente é a economia.  Precisamos urgentemente rever nossas opções, pois a forma como a economia capitalista está estruturada proporciona o acúmulo de capital por parte de um número extremamente restrito de pessoas e a miséria e o endividamento da maioria.

As consequências desse sistema econômico injusto podem ser percebidas por todos, em qualquer região do planeta:
– As pessoas se submetem a situações subhumanas de trabalho.
– A busca por sobrevivência e aumento da renda provoca exploração irresponsável e desenfreada dos recursos naturais,  poluição e todos os tipos de crimes ambientais.

A mudança desse cenário degradante para uma sociedade digna e sustentável depende das atitudes de cada um de nós! Precisamos enfraquecer a economia predatória e nutrir a economia solidária. Para isso é essencial  assumir o CONSUMO CONSCIENTE e optar por produtos e serviços da economia solidária.

Além de lojas e feiras locais, atualmente surgem diversas iniciativas de  lojas online dedicadas ao fomento do comércio justo e solidário.

O site e-Solidaria (http://www.e-solidaria.netvisa facilitar a comercialização de produtos da Economia Solidária. Qualquer empreendimento pode expor seus produtos online sem qualquer custo. O único requisito é ser cadastrado no SIES – Sistema Nacional de Informações em Economia Solidária do Ministério do Trabalho e Emprego/SENAES do Governo Federal: http://www.mte.gov.br/ecosolidaria/sies.asp

Cabe esclarecer que podem obter essa formalização organizações:
* Coletivas e suprafamiliares (associações, cooperativas, empresas autogestionárias, grupos de produção, clubes de trocas etc.), cujos participantes são trabalhadores dos meios urbano e rural que exercem a autogestão das atividades e da alocação dos seus resultados.
* Permanentes (não são práticas eventuais). Além dos empreendimentos que já se encontram implantados, em operação, devem-se incluir aqueles em processo de implantação quando o grupo de participantes já estiver constituído definido sua atividade econômica.
* Que podem dispor ou não de registro legal, prevalecendo a existência real ou a vida regular da organização.
* Que realizam atividades econômicas de produção de bens, de prestação de serviços, de fundos de crédito (cooperativas de crédito e os fundos rotativos populares), de comercialização (compra, venda e troca de insumos, produtos e serviços) e de consumo solidário. As atividades econômicas devem ser permanentes ou principais, ou seja, a razão de ser da organização.
* São singulares ou complexas. Ou seja, deverão ser consideradas as organizações de diferentes graus ou níveis, desde que cumpridas as características acima identificadas. As organizações econômicas complexas são as centrais de associação ou de cooperativas, complexos cooperativos, redes de empreendimentos e similares.

Aproveito para divulgar uma iniciativa na cidade de Florianópolis, a Rede Viva da Ilha (http://www.redevivadailha.com/), que busca promover bens, saberes e serviços que estejam vinculados com os princípios da sustentabilidade e promoção de qualidade de vida a todos os seres do planeta.

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Permacultura global: Vamos colocar o Brasil no mapa! Se não for divertido não é sustentável…

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