Viveiro portátil

Maio 9, 2010 at 1:42 am Deixe um comentário

Mudas em viveiro

Mudas crescendo no viveiro

Mesmo em minha pequena sacada é possível ter um viveiro com ótimo rendimento. Essa é minha última descoberta!

Comecei a preparar mudas que serão transplantadas para os canteiros da horta em Yvyporã. Esse tipo de produção é importante por vários motivos:

–  A mudas ficam protegidas: nos primeiros dias de germinação as mudas são bastante frágeis e necessitam de cuidados intensivos, especialmente de humidade. Em um viveiro é muito mais fácil realizar esses cuidados (ainda mais em um viveiro portátil!).
– Melhor aproveitamento das sementes e rendimento no canteiro: ao semear diretamente nos canteiros permanentes, é comum adicionarmos sementes extras contando com os intempéries que sofrerão. Por outro lado, no viveiro usamos apenas uma semente por espaço, pois elas são melhor cuidadas e tem mais chance de germinar e vingar. E mesmo se algumas não germinam, há problemas, pois serão transplantadas apenas as mudas sadias e fortes. Desta forma, economizamos sementes e os canteiros recebem somente mudas selecionadas.

Inicialmente passei em algumas floriculturas em busca de bandejas para mudas. Tive dificuldades em encontrar, somente em uma floricultura consegui bandejas, feitas em Pet, com espaço para 6 mudas. O pacote veio com 3 embalagens e custou R$3,00. Razoável, porém fiquei pensando com “meus botões” que esse tipo de recipiente é mais ou menos do tamanho das embalagens para fazer gelo, que consegui por R$1,99.

Viveiro portátil

Embalagens específicas e caseira (porta-gelo)

Também tive a idéia de reciclagem de embalagens de “danoninho”, mas essas eu não tinha…

É necessário que a embalagem tenha um furo para permitir a passagem de água. Assim, a primeira etapa foi fazer os furos nas embalagens de gelo.

1 - Preparando as embalagens de gelo

1 - Preparando as embalagens de gelo

 Em seguida, organizei as embalagens dentro de uma caixa plástica.

Organização do viveiro

2 - Organização do viveiro em caixa plástica

Preparei uma terra de boa qualidade (mistura de terra e húmus) e distribuí nas embalagens. Eu comprei humus na floricultura, pois meu minhocário está com menos de um mês e por enquanto ainda não disponho de húmus. Minha produção de lixo orgânico não é grande, mas penso que no máximo em um mês já terei húmus suficiente no minhocário e ficará muito prático, visto que ele está na sacada bem próximo do viveiro.

3 - Preenchendo os receipientes com terra de qualidade (com humus)

3 - Preenchendo os receipientes com terra de qualidade (com humus)

Com o viveiro pronto, basta escolher as sementes para plantar. Coloquei apenas 1 semente por buraco (e o rendimento foi de 90%). E como minha memória não é muito boa, anotei o que plantei em cada lugar, organizei “regiões” de em torno de 6 buraquinhos para cada tipo de planta: alface regina, alface primavera, couve chinesa, mostarda e acelga.

4 - Escolha e plantio das sementes

4 - Escolha e plantio das sementes

Após o plantio cobri as sementes com um pouquinho mais de terra e coloquei um pouco de papel picado. Na verdade ao invés de papel o ideal seria um pouco de palha, que tem o papel de proteger o solo do sol, preservando a humidade e a vida dos diversos microorganismos que vivem ali. Mas como eu não dispunha de palha, selecionei um papel biodegradável e quase sem tinta.

5 - Cobrindo e protegendo o solo

5 - Cobrindo e protegendo o solo

Viveiro pronto! Para finalizar eu reguei com cuidado, apenas para fixar melhor o papel e “acomodar” as sementes. E coloquei água na bandeja de plástico. Esse é um grande benefício do viveiro, ele ficará praticamente “flutuando” na água, de forma que a terra estará sempre húmida para as sementes que precisarão de sol e bastante humidade para germinarem e crescerem. Desta forma, não preciso ficar “regando”, e mesmo se eu viajar minhas mudinhas terão água disponível por vários dias!

Enfim, em menos de uma semana a maior parte das sementes já estava germinando.  Na foto do início do post elas estão com 10 dias.

Agora é esperar mais um pouco até que elas tenham no mínimo três conjuntos de folhinhas e já poderei levar para os canteiros da horta. Provavelmente algumas eu passe para vasos e deixe na minha sacada mesmo!

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Abelhas nativas (sem ferrão) Visita ao sítio Capororoca – POA, RS

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