Abelhas nativas (sem ferrão)

Abril 30, 2010 at 6:53 pm 3 comentários

Abelhas Jatai

Abelhas Jataí

Novas aprendizagens e muita empolgação! É assim que posso descrever o dia de hoje, quando tive uma aula informal acerca de abelhas nativas.

Visitei a propriedade de um novo amigo. O Pedro vive com a família em uma propriedade (Arte Viva) em Ratones, Florianópolis. Ele tem experiência na criação de diversas especies de abelhas nativas e me mostrou sua criação.

Pedro abrindo uma colméia

Fomos andando pela propriedade (uma propriedade permacultural linda!) de forma que pude conhecer diversos enxames de espécies diferentes.

A cada caixa, surpresa e encantamento!

Começamos pela Jataí, que segundo ele conta é a preferida das mulheres, pois parecem fadinhas. Concordei,  pois ficar observando as abelhinhas é realmente mágico!

Mas descobri que não são as de manejo muito simples. Nesse sentido ele me sugeriu iniciar com Mandaçaias.

Mandaçaia. Foto: Thiago Malker

Também achei interessante uma espécie que o enxame possui mais de uma rainha! Acho que são as Guaraipo.

As Mirins são especialmente produtivas para própolis.

Enfim, o tempo foi curto e minhas aprendizagens ainda são de iniciante, apenas algumas informações meio desconexas e sem aprofundamento. Mas, em outubro ele irá ministrar curso e certamente farei! Então, iniciarei minhas próprias colméias e poderei compartilhar mais saberes.

Por enquanto fica mesmo a partilha do encantamento e algumas sínteses do site, Meliponário Abelhas do Sul, onde encontrei ótimas informações para continuar minhas pesquisas:

As abelhas nativas sem ferrão alcançam mais de 300 espécies e são distribuídas na Zona Tropical e Subtropical, nas Américas do Sul e Central, mais Malásia, Índia, Indonésia, África e Austrália.

Os representantes mais populares são a jataí (Tetragonisca angustula), uruçu (Melipona scutellaris), tiúba (Melipona compressipes), jandaíra (Melipona subnitida), borá (Tetragona clavipes), mandaçaia (Melipona quadrifasciata), etc.
As abelhas sem ferrão brasileiras constituem-se nos polinizadores principais de 90% das flores brasileiras, algumas das quais dependem exclusivamente destes insetos.
 

 

O principal interesse pela criação de abelhas sem ferrão está no prazer que o manejo diário proporciona ao homem e sua família, uma vez que esta atividade não representa qualquer risco de acidentes com enxames. É a natureza, e indiretamente o homem, os que mais lucram com os efeitos da criação e preservação destas abelhas, devido aos serviços de coleta de pólen das flores prestados pelas campeiras.

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Plantas nativas comestíveis Viveiro portátil

3 comentários Add your own

  • 1. agrocaatinga  |  Julho 6, 2010 às 9:37 am

    Olá!
    Sou um potencial permacultor e muito interessado em conhecer a fundo a caatinga nordestina.
    Desconhecia por completo as abelhas nativas sem ferrão.
    Gostei do seu blog!

    Responder
    • 2. Carapeços Arriada Mônica  |  Julho 11, 2010 às 3:54 pm

      Olá,
      Boa sorte no seu caminho como permacultor. Você já tem contato com permacultores de sua região, eles provavelmente saberão te informar sobre espécies da região.
      Abraços,
      Mônica

      Responder
  • 3. PAULO ROMERO  |  Abril 25, 2012 às 9:06 pm

    Olá,
    adorei a a matéria sobre as abelhas nativas,pois sou meliponicultor e é sempre bom,ver essa importante atividade sendo divulgada…
    Abraço.
    Paulo Romero.
    Meliponário Braz.

    Responder

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