Yvy Porã – O eterno retorno…
Assim que voltei do estágio, fiquei apenas uma noite em Floripa e no dia seguinte já estava partindo para Yvy Porã…doida para encontrar o pessoal!
Me identifico muito com o grupo de Yvy Porã. Minha história na permacultura começou com algumas pessoas desse grupo nos anos de 2000-2001. Desde então a vida me leva para um lado e para outro, mas eu sempre retorno para perto deles! :>)
Mas retomando o diário de aprendizagens…no final de semana foram alguns amigos para lá e trabalhamos no manejo de bambus e na construção de uma paredinha usando a técnica Cord Wood. Foi muito legal! O Rodrigo registrou em alguns vídeos como preparar a massa e também um pouco da construção.
Devo alertar que não sabia que ele estava filmando, senão teríamos sido mais “didáticas”…
No Blog de Yvy Porã, veja nos meus links, você poderá encontrar mais detalhes sobre essa e outras técnicas de bioconstrução.
Add comment Julho 5, 2009
Estágio Curupira – Parte final
Último dia…
Quem me conhece sabe que não gosto muito de despedidas, nem virtuais, assim esta postagem será breve (semelhante às minhas “saídas à francesa” no presencial) :>)
De certa forma no último dia acho que todos estavamos com essa dificuldade…é tão bom encontrar amigos, parceiros da permacultura! Estava no ar a sensação de que apesar de o tempo estar se encerrando ainda tínhamos tantas coisas para contar, trocar, aprender, celebrar…assim não conseguimos sair para nenhum trabalho específico, focalizamos nessas trocas: arquivos, referências, e-mails e obviamente MUDAS!
À tarde, desta vez atentas, eu e a Mari voltamos para Floripa com vários frutos, raízes, mudas e muito felizes pela oportunidade de aprendizagem com esse casal de permacultores. Amigos tão especiais que merecem uma mensagem final que combine com a amorosidade e a luz que eles compartilham com todos e com o planeta:
Se eu pudesse deixar algum presente a você, deixaria aceso o sentimento de amar a vida.
A consciência de aprender tudo o que foi ensinado pelo tempo afora.
Lembraria os erros que foram cometidos para que não mais se repetissem.
Daria a capacidade de escolher novos rumos, novos caminhos.
Deixaria, se pudesse, o respeito àquilo que é indispensável:
Além do pão, o trabalho.
Além do trabalho, a ação.
Além da ação o cultivo à amizade.
E, quando tudo mais faltasse, um segredo:
O de buscar no interior de si mesmo a resposta e a força para encontrar a saída.
(Gandhi)
Add comment Julho 3, 2009
Estágio Curupira – Parte III
Terceiro dia: Sítio Curupira
Esse dia foi praticamente todo dedicado à produção de cogumelos tipo Pleurotus.
Cogumelos (que já estavam na estufa) começando a brotar
Sempre tive especial interesse por esse tipo de produção. Os cogumelos, além de serem um alimento muito rico em proteínas, são deliciosos! Mas eu achava que sua produção era muito difícil, pois há alguns anos minha mãe tinha feito um curso e teve uma produção de cogumelos Pleurotus. E, pelo que eu havia acompanhado, o procedimento que ela realizava era um tanto elaborado e dependente de aparelhos sofisticados, o que não correspondia aos meus anseios permaculturais…
Desta forma, estava bastante curiosa para saber como o Gardel conseguia realizar a produção de forma mais simples e artesanal. A experiência foi muito legal e esclarecedora…fiquei encorajada a também produzir os meus!!!
Lembra que no primeiro dia de estágio coletamos e picotamos folhas de bananeira? Elas foram utilizadas para rechear os saquinhos plásticos e servir como substrato para a adição das “sementes” de cogumelos. As etapas e procedimentos que realizamos estão registrados no slideshow disponível em: http://www.slide.com/r/QJh42ETs3D-LJjeIuM895p9W90-3Chyv?previous_view=mscd_embedded_url&view=original
Bem, espero que esse material sirva como ilustração para que você possa ter uma idéia do processo. Porém, obviamente se você quiser investir na produção própria terá que estudar mais a respeito e também procurar um fornecedor de sementes etc. No blog do sítio Curupira (http://sitiocurupira.wordpress.com/cogumelos/) há informações muito importantes e também o contato da Profa. Margarida, pesquisadora e produtora das matérias primas necessárias para iniciar.
Em algumas etapas, como a pasteurização dos saquinhos com substrato, só nos restava controlar o fogo e esperar. Assim, pudemos aproveitar para também ir para a horta. Entre outras coisas colhemos lindas batatas Yacon!


Add comment Julho 3, 2009
Estágio Curupira – Parte II
Segundo dia – Sítio Curupira
A chuva começou durante a noite e permaneceu até a metade da manhã. Assim, permanecemos em casa lendo e conversando com o Gardel.
Quando conseguimos sair fomos virar o composto, que já havia sido preparado há umas três semanas com podas de árvores. Tiramos a fôrma de tela e colocamos ao lado do monte e com os garfos transferimos todo o monte para o novo espaço. O miolo estava saindo vapor de calor, sinal de que a compostagem está ocorrendo perfeitamente. Conversamos um pouco sobre as técnicas passadas no curso de permacultura para a preparação de composto, percentual de carbono e nitrogênio da mistura (ideal 70% carbono e 30% nitrogênio). Essa composição ideal tem no capim e no guandu. Por outro lado o aguapé é quase puro nitrogênio.
Depois fomos para a horta limpar canteiros. As ervas daninhas levamos para as galinhas comerem. Colhemos inhame chinês e pegamos as raízes filhotes para plantar. O ponto de colheita do inhame, da mesma forma que o gengibre, é quando suas folhas já estão morrendo, assim temos certeza que seu desenvolvimento foi pleno. O ciclo completo do inhame demora quase um ano.
O Gardel preparou outro super almoço: arroz, berinjela recheada gratinada e lentilha. E a chuva voltou…aproveitamos a oportunidade para assistir a alguns vídeos, uma apresentação do design e desenvolvimento do sítio. Também usufruímos da biblioteca Curupira, repleta de livros muito bons!
Compartilho uma informação breve e interessante:
Calendário Lunar:
| Lua nova:- Capina, adubação – não se poda! - Semeadura de ervas medicinais - A seiva está no caule e na raiz Obs.: Entre a fase cheia e nova, semeia-se tudo o que nasce em altura. |
Lua crescente:- Acabar com ervas daninhas (depois, capinar em três luas novas) - Plantar árvore (crescimento rápido) - Bom para transplante - Esta fase favorece as partes aéreas - Bom para plantar tudo que dá acima do chão - A seiva está nas folhas Obs.: Entre as fases crescente e cheia, plantar semente, frutos, folhas e flores |
| Lua cheia: - Colheita de frutos precoces - O tempo geralmente é seco - Seiva nos brotos, não se poda - Os frutos ficam mais suculentos Obs.: Entre a fase cheia e nova, semear o que fica abaixo do solo |
Lua minguante: - Colheita (pouco antes da lua nova) - Seiva na raiz - Bom para cortar bambu e madeira - Plantar o que dá abaixo do chão - Adubação Obs.: Entre a fase minguante e nova, capinar. |
Quando a chuva parou fomos mudar os “tratores de galinha” (técnica da permacultura que utiliza o trabalho natural de cistar e adubar das galinhas para limpeza e preparação de canteiros) de lugar. Em seguida aproveitamos a viagem e trouxemos a palhada para os canteiros da horta que já estavam limpos.
No final da tarde ainda saímos para um passeio para conhecer uma área no lado sul do sítio, onde o casal tem feito vários tipos de manejo para recuperar o solo.
A noite foi em grande estilo! A Simone chegou de Floripa e trouxe uma torta para a comemoração do aniversário do Gardel (dia seguinte).
Para deixar a postagem mais leve, o slideshow com as fotos dos trabalhos citados está no link abaixo: http://www.slide.com/r/qzyJaq-j7j-GjH9oT177rSzM4tnF9Sdp?previous_view=mscd_embedded_url&view=original
Estou organizando a próxima postagem com os últimos dias do estágio, contando todo o processo de preparação de produção de cogumelos Pleurotus. Em breve!!!
Add comment Julho 1, 2009